Kristen Stewart quer provar a todos nós que ela não é a Bella Swan. Difícil, mas ela está tentando e bastante. (Até porque, ela fez vários outros filmes antes da saga Crepúsculo) Essa é vez e a hora dela, com essa readaptação do conto de fadas Branca de Neve: Snow white and the Huntsman (ainda sem título no Brasil, nem data de estreia).
Recentemente o trailer foi lançado, e a impressão dada é que de Branca de Neve, é só o título. São raras às vezes em que ela aparece e mal é citada. Pode ser que a ideia seja essa mesma, mostrar no trailer apenas a Charlize Theron. Eis algumas suposições:
Assim como em The Runaways, Kristen Stewart fica em segundo plano, sem muitos closes (o que, em The Runaways, foi uma mão na roda para ela, que a única vez que tem um close mostra sua incrível falta de expressão). Deixaram a parte difícil – a atuação – para Charlize Theron. A parte fácil, que é posar para a câmera e fazer pessoas irem assistir, é de Kristen.
O diretor optou por esse trailer inicial, para atiçar a vontade das pessoas para o filme, pessoas que não estão apenas interessadas em ver a Kristen Stewart. Ou o bonitão Chris Hemsworth.
De fato, o foco é a madrasta, e não a Branca de Neve. (Eu não tenho certeza se é esse ou a readaptação de A Bela Adormecida que tem esse foco)
Pode-se esperar um filme bom. Talvez não excelente, mas bom. Essa nova onda de readaptar contos de fada é uma ideia boa, melhor do que aquelas versões bobocas para pré-adolescentes, mas há uma grande diferença entre vender muito e ter, de fato qualidade.
Essa é a hora da Kristen Stewart: ela tem esse filme e On the Road para provar que, de fato, é boa atriz – ou que pelo menos está melhorando ao longo dos anos.
O resto do elenco é ótimo: Chris Hemsworth (Thor) faz o Caçador (basicamente, uma versão conto de fada de Thor) e talvez há quem não goste da escolha de Charlize Theron (que ganhou o Oscar por Monster – Desejo Assassino) para a Rainha, e talvez existisse alguém melhor – talvez mais bonita. Mas considerando que Kristen Stewart tinha que ser mais bonita, não podíamos escolher Cate Blanchett para o papel, ou Angelina Jolie.
Fright Night (título original)
Direção: Craig Gillespie (baseado na história de Tom Holland)
Elenco: Anton Elchin, Colin Farrell e David Tennant
Roteiro: Marti Noxon
Histórias de vampiro voltaram à moda, e fizeram um remake de um clássico (trash?) dos anos 80: A Hora do Espanto. Não conhecia a história nem o filme original, e verdade seja dita: me interessei para ver o filme pelo David Tennant.
Mas A Hora do Espanto é uma boa opção para entreterimento fácil e divertido. Se puder – eu não tive a opção – não veja em 3D, raramente há algum efeito fundamental que valha a pena.
Numa pequena cidade do interior, Charley (Anton Yelchin) é um ex-nerd que nega seu passado após ter conquistado o coração de Amy (Imogen Poots), mas após dois de seus antigos amigos desaparecerem, ele suspeita que a causa seja seu mais novo vizinho, Jerry (Colin Farrell). Após testemunhar um ataque de Jerry contra uma garota, Charley não pode mais negar: seu vizinho com hábitos esquisitos é, de fato, um vampiro. Com a ajuda de Amy e o famoso ilusionista Peter Vincent (David Tennant), um especialista nessa criatura, Charley tenta parar de vez com a matança do vampiro Jerry. É um filme diferente – em histórias desse tipo o vampiro normalmente não mora ao seu lado e tem bem mais glamour e elegância -, misturando terror com comédia, mas bastante divertido.
Verdade seja dita, Colin Farrell poderia ter feito melhor. Jerry não é nem assustador nem caricato, e como o filme não é lotado de efeitos especiais, não dá para sentir o mínimo de tensão. O filme também demora para começar (a primeira cena de ação é depois de uns 20, 30 minutos), mas vale a pena. E não é porque eu sou fã dele não, mas Tennant é de longe o melhor ator do filme – é a escolha perfeita. Ele sim, faz de Peter Vincent carismático e as cenas com sua presença são as melhores.
Divertido, com alguns sustos aqui e ali para os mais assustados (como eu) e perfeito para passar o tempo.
Rise of the Planet of Apes (título original) Direção: Rupert Wyatt Elenco: James Franco, Andy Serkis e Freida Pinto Roteiro: Rick Jaffa e Amanda Silver
A nova mania de Hollywood – além de pegar emprestado roteiros de filmes europeus e asiáticos – é fazer filmes que contam a origem de outros filmes. O que pode não necessariamente ser ruim – se o filme for bem feito.
Como o título obviamente já diz, a história é pré-Planeta dos Macacos (o grande filme de 1968 que foi estragado por Tim Burton em 2001): Will Rodman (James Franco) é um cientista que está obcecado em criar uma cura para o Alzheimer e para isso, precisa fazer testes em chimpanzés. Uma das chimpanzés tem uma reação negativa e violenta ao suposto remédio, o que faz com que todo o trabalho de Rodman seja cancelado. O projeto tem uma pequena esperança quando Robert Franklin (Tyler Labine) descobre que a macaca que atacou o laboratório tinha acabado de dar à luz a um filhote. Rodman acaba levando ele pra casa temporariamente e descobre que a injeção do remédio foi passada geneticamente para o filhote, e decide mantê-lo em casa como um animal de estimação – recebendo até um nome: Cesar -, para que ele pudesse continuar sua pesquisa ainda que secretamente.
Para quem já assistiu Planeta dos Macacos (o original, de preferência) não pode assistir a esse filme considerando-o válido para a história: tem alguns pequenos erros de continuidade em relação ao ano em que tudo o que aconteceu (nada muito relevante, mas pode incomodar aos mais exigentes). Para quem não assistiu, pode encontrar um filme com uma temática diferente, mas bem divertida. Eu já tinha assistido, já conhecia a história de cor e salteado e mesmo assim gostei. Para os fãs de plantão do filme antigo, o melhor a fazer é assistir o filme ignorando que ele conta tudo o que aconteceu antes – foi o que acabou acontecendo comigo e acabei me divertindo.
O filme tem pequenos assuntos abordados em relação à sociedade e a crueldade dos animais – o personagem de (meu querido) Tom Felton é um perito em maltratar e se achar superior aos macacos – quando, no caso, é o completo contrário.
Mas, afinal de contas, valeu a pena? Fazer uma produção grande assim para explicar o que não precisa ser explicado? Gastar um bom dinheiro para fazer um filme, aparentemente sem sentido? Valeu para o bolso dos produtores, para quem gosta de um blockbuster básico e para quem, talvez, não conheça muito bem os outros filmes, ou pra quem simplesmente queria ver um filme no final de semana. Mas o filme não é coisa rara de se ver e muito menos essencial para a história – porque o que vale em O Planeta dos Macacos é não termos todas as respostas.
Sim, tenho muitas novidades! Depois de um tempinho deixando o Albion às moscas, tenho 3 novidades pro blog e espero que agrade a todos.
Em primeiro lugar (o mais óbvio): fiz um novo banner, dessa vez com os meus próprios DVDs. Tirei o título de um (Vicky Cristina Barcelona, pros curiosos de plantão) e botei o título do blog. Sinceramente, achei a ediçãozinha bem mal feita e minha foto bastante fraca, mas fica por hora. Depois faço algo mais legal, foi só pra tirar foto dos meus próprios filmes mesmo.
A segunda coisa é o blog parceiro, que foi recém aberto e já está incrivelmente lindo. Trata-se do Assim Freud explica, blog da minha querida amiga Wal. A temática é bem parecida com o Albion: falar sobre música, filmes, livros e por aí vai. Ela escreve super bem e tem um ótimo senso crítico. Visitem lá e já coloquem nos favoritos, porque vale a pena!
Em terceiro – e não menos importante -, para firmar a minha parceria com a Wal, ela deu a ideia (antes mesmo da parceiria existir) de assistirmos a todos os filmes do Coppola até o final de 2011. Não é uma coisa lá muito fácil, afinal o cara não fez poucos filmes e não são pra qualquer um – mas pretendemos ir com fé nessa ideia. Ela teve a ideia de chamá-lo de The Francis Ford Coppola Project e também aderi à ideia do nome. Vou criar a tag para ajudar a quem quiser acompanhar o projeto e também depois farei uma página para o projeto, com a lista de filmes e a ordem que (pretendo) assistir, e colocarei lá as novidades do que assisti e do que não assisti. Provavelmente escrevei sobre os filmes na página principal, mas provavelmente não serão todos. Allons-y!
(Amanhã pretendo postar, então fiquem no aguardo!)
Premiações são sempre premiações. Eu adoro assistir, comentar, fazer piada em época de premiação, e dessa vez não vai ser diferente. Para os leitores, convido a todos a me acompanhar pelo twitter, clicando aqui.
Direção: Radu Mihaileanu Elenco: Aleksey Guskov, Mélanie Laurent e Dmitri Nazarov Roteiro: Héctor Cabello Reyes, Thierry Degrandi e outros Indicado ao Globo de Ouro
Por 9 meses trabalhei em uma grande locadora de São Paulo, e mais ou menos durante 6 ou 7 meses alguns clientes me perguntavam: “Vocês tem o filme O Concerto?”. Na primeira vez que ouvi falar sobre o filme, fui procurar no sistema, acreditando ser um filme antigo – mas nada constava. Um dia, vendo trailers num DVD que tinha trazido para casa, assisti ao trailer do tão falado filme e, não só pela história mas como pela insistência de tantos clientes para assisti-lo, a curiosidade acabou matando o gato. Agora, não como empregada e sim como cliente, peguei o filme da prateleira e fui me encantar com um filme incrivelmente bem feito.
Para quem tem preconceito com filmes cujo áudio não seja inglês deveria tirar essa besteira da cabeça e também se deparar com uma experiência divertida, do contrário, vai perder a oportunidade de assistir a um filme simples, bonito e – como já disse – encantador. O filme é falado em russo na maioria das vezes, mas também em francês.
Andreï Filipov (Aleksey Guskov) é um maestro russo que há 30 anos era um gênio da música clássica, mas que hoje em dia é apenas um faxineiro de Bolshoi, teatro que o fez brilhar. Ele sempre quis voltar, nunca abandonou sua grande paixão – mas o diretor do teatro sempre o impediu. Até que o diretor recebe um fax em seu escritório e quem o lê é Andreï, o único presente na sala: um teatro em Paris convoca a orquestra de Bolshoi para se apresentar na França. Sem poder se conter, ele reúne os antigos amigos que regia há 30 anos para se passarem pela grande orquestra de Bolshoi.
O filme é divertido, com um humor delicado que não é fácil de se encontrar hoje em dia. Conta com personagens bem feitos e interpretados por atores desconhecidos, mas que fazem um trabalho ótimo. O grande amigo de Andreï, Sasha (Dmitri Nazarov), parece nos primeiros momentos um mau humorado que a princípio não quer participar dessa loucura, mas depois é ele quem faz o amigo seguir adiante; um velho colega de orquestra de Andreï, que traz o filho para tocar na orquestra passa praticamente o filme inteiro querendo vender e ganhar dinheiro – ironicamente, ele é judeu -, e a encantadora Anne-Marie Jacquet (Melanie Laurent, talvez a única atriz que eu tenha reconhecido no filme, conhecida por Bastardos Inglórios), a violinista solo da orquestra, que é convocada por Andreï por um motivo aparentemente apenas para dar ao público parisiense um motivo maior para comparecer na apresentação, mas aos poucos é revelado uma razão mais pessoal para a escolha, também é igualmente encantadora e muito bem interpretada por Laurent.
Com quase nenhuma reclamação, indico o filme com todas as pessoas que querem embarcar em um filme original, divertido e bem-feito.
Maria W., aka Mary ou Maryann, 20 anos. Meio paulista, meio carioca. Tem a frescura de paulista, mas o time do coração é o Vasco da Gama. Basicamente, é feita de séries de TV e filmes. E a imagem ali de cima é do filme da vida dela, Lost in Translation.